Inadimplência ou Ocultação? A ciência por trás da Recuperação de Ativos de Alta Performance
Equipe Finder
Aetos Tech
A inadimplência é um dos gargalos mais críticos para a saúde financeira, seja para o orçamento de uma pessoa física ou para o balanço de gigantes corporativos. No encerramento do terceiro trimestre de 2025, os balanços das grandes corporações trouxeram um alerta silencioso, mas volumoso.
Um exemplo real no setor de incorporação aponta para mais de R$ 136,8 milhões em parcelas vencidas há mais de 90 dias. Desse montante, quase R$ 93 milhões já foram provisionados como perda contábil (PECLD). Para o mercado, esses números são estatísticas de risco. Para nós, são ativos ocultos aguardando rastreamento.
Ter um direito reconhecido judicialmente não é sinônimo de dinheiro no bolso. A frustração de ver um crédito legítimo ser travado por um devedor "vazio" de bens é a realidade de muitos credores. É nesse cenário que a recuperação estratégica de ativos se torna vital: um conjunto de ações de inteligência e engenharia jurídica para identificar, localizar e reaver o patrimônio, transformando o "direito de receber" em caixa real.
Por que a recuperação de ativos é o coração da sua saúde financeira?
Para grandes empresas, a inadimplência compromete diretamente o fluxo de caixa e a capacidade de investimento. Quando um crédito de alto ticket entra em atraso, o devedor profissional inicia um "tabuleiro de xadrez" para dissipar bens antes que a execução o alcance.
A dificuldade não reside apenas na falta de pagamento, mas na blindagem patrimonial. O devedor moderno utiliza estruturas sofisticadas para se distanciar da propriedade, exigindo uma abordagem que vai muito além das consultas básicas aos órgãos de proteção ao crédito ou sistemas de busca comum.
Estratégias de Investigação: Onde o patrimônio realmente está?
A recuperação estratégica não começa no tribunal, mas na inteligência de dados. O segredo está em rastrear o que chamamos de "Ecossistema do Devedor", dividindo a busca em quatro eixos fundamentais:
- Eixo Imobiliário (Forense IA): Identificamos imóveis transmitidos por preço vil, doações para familiares até 4º grau ou alienações para empresas de fachada e offshores.
- Eixo de Mobilidade e Luxo: Rastreamento de aeronaves, embarcações e veículos de alto padrão registrados em nome de coligadas ou terceiros.
- Eixo de Direitos e Créditos: Localização de precatórios, sentenças favoráveis e contratos ativos do devedor em todo o território nacional.
- Eixo Societário e o UBO: A identificação do Beneficiário Final (UBO) é o que desarticula a blindagem. Ao mapear quem realmente controla o dinheiro por trás de holdings e camadas societárias, ganhamos o lastro para atingir o patrimônio real.
Ferramentas Judiciais: O Poder do Estado a favor do Credor
Quando a via amigável se esgota, o Poder Judiciário oferece ferramentas potentes que, integradas à inteligência de dados, tornam a execução mais incisiva:
- SISBAJUD e a "Teimosinha": Bloqueio eletrônico de valores com reiteração automática por até 30 dias.
- RENAJUD e INFOJUD: Localização imediata de veículos e acesso a declarações fiscais que revelam bens ocultos.
- SNIPER: Ferramenta do CNJ que utiliza big data para identificar relações entre "laranjas" e empresas em segundos.
O Gancho Necessário: No entanto, há um fator que os números não mostram: o caminho judicial é, por natureza, demorado, custoso e nem sempre eficaz. No Brasil, processos de execução podem se arrastar por anos. Sem uma estratégia de inteligência prévia, o credor corre o risco de ganhar a causa, mas "levar" um processo vazio, pois o devedor utiliza esse tempo para dissipar o que restou do patrimônio.
FAQ: Perguntas Frequentes sobre Recuperação de Ativos
1. O que é o UBO e por que ele é importante?
O Ultimate Beneficial Owner (Beneficiário Final) é a pessoa física que efetivamente controla uma empresa. Identificá-lo é crucial para derrubar blindagens societárias e provar que o devedor esconde bens em CNPJs de fachada.
2. Qual a diferença entre Ação Pauliana e IDPJ?
A Ação Pauliana é um mecanismo de recuperação por anulação: ela anula um ato (como uma venda fraudulenta para um parente) para que o bem volte ao devedor. O IDPJ é um mecanismo de expansão: ele ignora a separação entre empresa e sócio para atingir o patrimônio de quem realmente tem o dinheiro.
3. O que acontece se o devedor não tiver nada no nome dele?
Raramente o devedor não tem "nada"; ele apenas não tem nada no seu CPF. A investigação especializada busca bens em nome de interpostos (laranjas), empresas coligadas ou ativos internacionais.
4. Como provar que uma venda foi fraude contra credores?
Através de evidências como venda por preço muito abaixo do mercado, transferência para familiares ou transações realizadas logo após a citação judicial — dados que nossa IA correlaciona automaticamente.
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Não entregamos apenas relatórios; entregamos a estratégia de ataque. Nossa IA é treinada exclusivamente em jurisprudência vitoriosa para gerar petições de Ação Pauliana e IDPJ personalizadas com as evidências encontradas, reduzindo o tempo operacional e aumentando a taxa de sucesso.
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